Turismo e Luxo...parceria que prospera!
 

 
 

Carlos Ferrerinha, da MCV, Deyse Isimar, da Signature, e

Eduardo Barbosa, da Braztoa

 

Identificar e saber explorar o mercado de turismo de luxo é que a Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Braztoa) vai propor em seu 28º encontro Comercial, em 8 e 9 de novembro. Esse é o tema escolhido para o Fórum que acontece na manhã que antecede o evento. "Nosso objetivo é potencializar o mercado, mostrando conhecimento para o tratamento do produto de luxo. De nossos 68 associados, quatro ou cinco trabalham exclusivamento nesse nicho, mas muitos mantém o produto na prateleira", comentou Eduardo Barbosa, presidente da entidade.

Em 2006, o turismo de luxo movimentou US$400 bilhões no mundo todo, e a expectativa é de que em 2010 o número suba para US$1 trilhão. No Brasil, a cifra foi de US$3,9 bilhões, um crescimento de 17%. Esse ano, espera-se um incremento parecido ou um pouco menor, pois, segundo Andrea Company e Cecilia Faus, da Core Brazil, empresa especializada no mercado de luxo e responsável pelo Fórum Braztoa, os maiores investimentos foram feitos no ano pasado, e agora é hora de colher os frutos.

Os palestrantes convidados para o evento são Carlos Ferrerinha, diretor presidente da MCF Consultoria e Conhecimento, e Deyse Isimar, diretora de qualidade e Relacionamento da Signature do Brasil, profissionais experientes no segmento. Na ocasião, Ferreirinha vai apresentar os pontenciais do mercado, mostrar aos operadores como procurar e identificar esse tipo de público, enquanto Deyse explicará de que forma se deve criar e lidar com o produto, trabalhá-lo para atender bem ao consumidor exigente.

No Brasil, São Paulo é responsável por 72% dos turistas considerados "classe AA", e Deyse aponta o interior do estado, em especial a região de São José dos Campos, um dos maiores PIBs nacionais, como uma região a se investir. Quanto à receptividade do país no setor, Ferreirinha lamentou que ainda haja pouso interesse por parte do governo e da iniciativa privada de desenvolvê-lo.

"Temos um choque de infra-estrutura e de cultura. O mundo todo que conhecer a Amazônia e outros destino brasileiros, mas faltam estruturas básicas, como placas bilíngues, e serviços adequados para agradar ao turista de luxo, tão obcecado por detalhes", explicou. Quanto a isso, Deyse acrescentou que o Brasil deve aprender a valorizar e saber vender seus produtos locais, mas mantendo um padrão global.

Ainda assim, os consultores, destacaram algumas iniciativas isoladas no país, como cases de sucesso de empreendimentos hoteleiros que mantém padrões de qualidade internacional. Florianópolis foi citado como um dos destinos que tem se tornado referência no mundo. "A Europa ainda é o mercado mais procurado no mundo pelos turistas de luxo, mas outras regiões estão investindo no setor, como a América do Sul, com emprrendimentos no Chile, no Peru e na Argentina", observou Barbosa.

Quanto aos principais países emissores, o primeiro é a Inglaterra, seguido dos Estados Unidos. E, de acordo como a Core Brazil, Rússia, China e Índia vem se destacando no mercado.

Agente - Para os agente de viagens, os consultores sugerem que se especializem no segmento de luxo, pois a exigência desse público gera produtos de alto valor agregado. Ferreirinha ressaltou que as pessoas não porcuram mais por mercadorias de escala industrial, e sim por aquelas exclusivas, raras, únicas. "E isso demanda o trabalho do agente, que mais que um consultor, deve ser um personal do cliente", acrescentou Deyse.

Abav - De acordo com Eduardo Barbosa, a Braztoa, a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), o Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), o Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), a Fundação Nacional de Turismo (Fenactur), a Associação das Agências de Viagens Independentes do Estado de São Paulo (Aviesp) e a Brazil Educational & Language Travel Association (Belta) estão definindo um espaço maior durante a Abav 2007 para promover cursos aos agentes de viagens a respeito do quadro de valores referenciais de serviços de agências de turismo, desenvolvido pelas entidades. O quadro refere-se à remuneração do agente de acordo com cada serviço prestado ao cliente.

Por: Silvia Rodrigues


Fonte: Mercado & Eventos