O Brasil já
está na 15ª colocação no ranking da produção científica mundial.
Com 19.428 artigos publicados em 2007, o país responde por 2,02%
do total da produção científica no mundo, superando a Suíça
(1,89%) e a Suécia (1,81%) e aproximando-se da Holanda (2,55%) e
da Rússia (2,66%). Os números foram divulgados nesta terça-feira,
8, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo presidente
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes), Jorge Guimarães. Entre os países latino-americanos, o
Brasil é destaque. Em segundo lugar no continente vem o México, na
28ª posição mundial, com 7.469 artigos publicados no mesmo
período, o que corresponde a 0,78% da produção no mundo. Quando
combinados os fatores território (países com mais de quatro
milhões de quilômetros quadrados), população (países com mais de
100 milhões de habitantes) e economia (países com PIB maior do que
400 milhões de dólares), o Brasil figura entre os quatro primeiros
produtores científicos do mundo, junto com a Rússia, os Estados
Unidos e a China. No quesito qualidade, medido pela porcentagem de
citações – quantidade de artigos citados em outras publicações – o
Brasil está em 25º lugar na lista mundial, com 57,6% de artigos
citados no período de 2003 a 2007. Em primeiro, está a Dinamarca,
seguida pela Suíça. Nesse ranking, China e Rússia ficam atrás do
Brasil. “Continuamos uma trajetória consistente no aumento da
produção científica brasileira”, afirma Haddad. “Nossa grande
tarefa, agora, é traduzir esse acúmulo de conhecimento para a área
do magistério, formando professores para a educação básica.”
Segundo o ministro, outro passo importante a ser dado é
transformar o potencial de produção científica em aplicação no
trabalho. “A Lei de Incentivo à Pesquisa começa a sair do papel.
Começam a chegar os primeiros projetos de pesquisa aplicada”,
relata. Para Jorge Guimarães, entre os motivos para a boa
colocação do país estão os programas de iniciação científica, o
fortalecimento da pós-graduação, a formação de grupos de pesquisa,
as cooperações internacionais e, mais recentemente, o Portal de
Periódicos da Capes. “O mundo dobrou a produção científica de 1981
a 2006. O Brasil aumentou em nove vezes”, exemplifica.
A área
brasileira que se destaca no âmbito mundial em produção científica
é a agricultura, com 4.139 artigos produzidos entre 2003 e 2007 –
4% da produção total em todo o mundo. Já dentro do país, o
destaque vai para a medicina: 3.745 artigos publicados em 2007.
Entre os artigos brasileiros citados nos últimos quatro anos, 71%
são da área de neurociências. “Os artigos brasileiros sobre
agricultura são pouco citados mundialmente porque a nossa
agricultura é tropical; não interessa tanto para países com outro
clima”, explica Guimarães. Para o presidente da Capes, a
expectativa para a produção científica brasileira em 2008 é
grande. Até agora, o número de publicações é de 18.390. Destas,
14.961 são de artigos científicos. “É quase certo que
ultrapassemos a marca de 2007”, comemora.
Fonte:
AC- MEC