Finlândia,
Irlanda, Suécia, Suíça e Estados Unidos estão entre os países com
maior capacidade de inovação global, de acordo com a primeira
avaliação do tipo realizada pelo Forrester Research, com 26
nações. O resultado da classificação demonstra como os governos
podem implementar estratégias de inovação com sucesso, destinadas
a uma economia do conhecimento em rede globalizada. De acordo com
a Forrester, nações desenvolvidas como Japão e Estados Unidos
estão gastando em média US$ 1,27 per capita por ano em pesquisa e
desenvolvimento, pouco para seus investimentos em ciência e
tecnologia. O dinheiro do contribuinte está sendo desperdiçado,
porque muitos políticos e burocratas confundem inovação com
invenção. Segundo Michelle de Lussanet, vice-presidente e diretora
de pesquisa do Forrester Research, poder, riqueza e bem-estar
dependem mais de desenvolvimento de inovações do que da invenção
em si. Em sua opinião, a maior falha na maioria das agendas de
inovação é que elas enxergam as nações como sistemas fechados,
como se devessem ter todas as capacidades de inovação in-house. Ao
contrário, a Forrester vê emergir um ecossistema global de
inovação colaborativa entre países, companhias, universidades e
outras organizações. A Forrester chama isso de Innovation Networks
(rede de inovação). Nelas, os países identificam e assumem um
papel específico – inventor, transformador, financiador ou de
ruptura – para combinar suas características únicas. Empresas
pioneiras como IBM, Procter & Gamble e BT já dominam redes de
inovação. Agora é a vez dos governos nutrirem e fortalecerem estas
estruturas de mercado colaborativa ao instituir políticas públicas
visionárias.
O Forrester
aplicou sua metodologia Forrester Wave para avaliar as capacidades
de inovação em 26 nações, em quatro áreas de competência:
invenção, transformação, financiamento e ruptura. Quando
analisando a capacidade de um país para distinguir-se em uma Rede
de Inovação, as métricas tradicionais de riqueza, energia e
tamanho não pesam tanto como dominar uma competência específica.
Por exemplo: Suíça e Estados Unidos pontuam como inventores devido
a seu alto nível acadêmico e vantagem em alta tecnologia; a
Irlanda é uma nação transformadora devido a sua habilidade em
atrair empresas inventivas de outros países pela expertise
irlandesa em produção e marketing, e à sua proximidade geográfica
aos mercados europeus; a Finlândia e a Suécia pontuam alto na
categoria de financiadoras devido a seu alto investimento per
capita em P&D e disponibilidade de capital de risco local e
estrangeiro. Nenhuma nação aparece como de ruptura, o que indica a
necessidade de todos os países melhorarem suas competências de
colaboração além das fronteiras. Os 26 países avaliados, que foram
todos escolhidos devido a sua filiação à Organization for Economic
Co-operation and Development (OECD), incluem: Austrália, Áustria,
Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França,
Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Coréia do Sul,
México, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Espanha,
Suécia, Suíça, Reino Unido, e Estados Unidos.
O relatório
“The Forrester Wave: National Innovation Networks, Q4 2006" está
atualmente disponível para clientes do Forrester ou pode ser
adquirido no link http://www.forrester.com/Research/Document/Excerpt/0,7211,38180,00.html.
Fonte: IT
Web