SPTuris comanda
projeto "Turismo no Centro", que resultou em um inventário
completo de 4.000 itens na região, feito por 800 estudantes de
seis universidades
A Prefeitura de
São Paulo – por meio da São Paulo Turismo (SPTuris – empresa de
Turismo e Eventos da cidade), com o apoio da Secretaria de
Coordenação das Subprefeituras, Subprefeitura da Sé, Associação
Viva o Centro, UNIP, UAM, Unicsul, Senac, Cefet e Uninove –
apresentou hoje o resultado do projeto Turismo no Centro – Plano
de Desenvolvimento Turístico do Centro da Cidade de São Paulo, um
inventário com cerca de quatro mil itens que identificou a
estrutura de negócios e entretenimento do Centro e gerou um plano
de melhorias para a região mais rica historicamente da capital
paulista. O plano abrangeu os distritos República e Sé, além de
parte do Bom Retiro e Santa Cecília, uma região de 5,6 km² que
ganhou um diagnóstico inédito de suas necessidades com a
finalidade de desenvolver a economia criativa local e, assim,
agregar valor ao destino São Paulo e ao turismo na cidade. A
proposta, que surgiu durante uma reunião do Comtur (Conselho
Municipal de Turismo), resultou em um banco de dados detalhado
sobre as atrações, potencialidades, desafios e ações para o
Centro, disponível no www.cidadedesaopaulo.com/turismonocentro. As
principais informações também foram reunidas em uma publicação,
que será distribuída para os parceiros do programa e demais órgãos
e entidades ligados ao desenvolvimento local. “A região central é
fundamental para o Turismo das grandes cidades. Não somente pela
história de seus monumentos, ruas, edifícios, riqueza de opções
culturais e infra-estrutura urbana. Mas principalmente porque a
identidade de um destino turístico passa necessariamente por seu
centro, que costuma atuar como referência para as locações que
crescem e proliferam à sua volta”, afirma o presidente da São
Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho. “No caso de São Paulo, não
faltam atrações, mas há muito a ser feito para torná-las ainda
mais interessantes para o turista. Afinal, um atrativo sem
infra-estrutura e experiências memoráveis não se torna,
necessariamente, um produto”, continua.
O levantamento
foi feito durante um ano e meio por 800 estudantes do curso de
Turismo de 6 universidades, que foram a campo para colher as
informações, compiladas e analisadas pela São Paulo Turismo. Entre
as principais constatações, a confirmação da riqueza de atrativos
turísticos – 326 no total, sendo que 81 permitem visitação pública
gerada pelo interesse em suas características arquitetônicas e/ou
culturais. A região, que equivale a 0,37% do território do
município, conta com 17% dos museus e 15% dos teatros da cidade,
ou seja, são vários atrações dentro de uma pequena faixa
territorial. Também foram levantados outros dados, como
acessibilidade para pessoas com deficiência, sinalização,
variedade e quantidade de restaurantes, centros culturais,
cinemas, espaços para eventos, além de tipos de comércio etc. No
Centro estão 546 estabelecimentos entre restaurantes, bares, cafés
e padarias, 30% com relevância turística. Além disso, destacam-se
os equipamentos de cunho religioso em uma região que comporta 30%
dos meios de hospedagem da cidade, correspondentes a 15% da oferta
de quartos paulistana. O projeto permitiu ainda traçar um perfil
do turista que visita o Centro. A maioria tem entre 30 e 39 anos,
vem principalmente do interior de São Paulo e dos Estados do Rio
de Janeiro e Minas Gerais (entre os estrangeiros, o maior emissor
é a Argentina), usa transporte público, permanece em média sete
dias na capital, tem o lazer como motivação e gasta por dia de
visita à região R$ 227,94. Além disso, 82% afirmam gostar muito do
Centro.
Entre os pontos
fortes, estão: a variedade de atrações, várias ruas de comércio
especializado, variadas opções gastronômicas de qualidade
(destaque para rua Avanhandava, Mercado Municipal, Bar Brahma,
Terraço Itália, Café Girondino e Bar do Léo), remanescentes
históricos e arquitetônicos, facilidade de acesso e
infra-estrutura turística. Algumas das fragilidades levantadas que
estão relacionadas ao turismo na região: depreciação de alguns
bens tombados, dificuldade de circulação e estacionamento,
inexistência de sinalização turística (que já começa a ser
combatida com a instalação imediata de placas que seguem os
padrões internacionais – ver texto acima), limitação do horário e
dos dias de funcionamento dos estabelecimentos, pouca estrutura
hoteleira para o turista de negócios e resistência do morador em
acreditar no Centro como produto turístico.
O estudo aponta
ainda as oportunidades já existentes: . Existência de vários
programas e ações que visam o desenvolvimento econômico e a
requalificação urbana e ambiental da região | . Projeto Nova Luz e
Aliança pelo Centro Histórico | . Exposição do espaço pela
utilização da região como cenário de novelas, filmes e publicidade
| . Crescente interesse das agências de viagens e operadoras de
turismo pela cidade | . Consolidação do turismo cultural como
importante valor econômico da cidade | . Os pontos fracos
identificados são facilmente transformados em pontos fortes.
Ações para o
futuro: . Incentivo ao aumento de roteiros e formatação de
roteiros temáticos | . Estabelecimento de um programa de melhoria
da infra-estrutura receptiva |Implantação da Sinalização Turística
| . Articulação, junto à iniciativa privada, para a implantação de
um ônibus turístico regular | . Programa de Sensibilização e
Capacitação para o turismo | . Implantação de serviços que
facilitem o consumo dos produtos e atrativos que o centro oferece
| . Diversificação de material promocional | . Desenvolvimento de
estratégias de promoção do centro para o público nacional e o
paulistano | . Desenvolvimento e comercialização de produtos e
souvenirs com o tema São Paulo.
Projeto
“Turismo no Centro” - Dados e Fatos: - Distritos contemplados: Sé
e República, além de parte do Bom Retiro e Santa Cecília | - Área
abrangida: 5,6 km², que correspondem a 0,37% do município | -
Envolvimento de 800 alunos de 6 universidades | - 4.000 pontos
inventariados.
No Centro: -
Mais de 120 estabelecimentos de hospedagem (30% da oferta da
cidade) |- Mais de 540 estabelecimentos de alimentação (155
relevantes para o turismo) | - Mais de 300 pontos de atração
turística, sendo 81 com visitação interna | - 17% dos museus e 15%
dos teatros da cidade | - 38 das 59 ruas de comércio especializado
| - 8 estações de Metrô | - 2 estações de trens metropolitanos (4
linhas que ligam 17 municípios) | - 1.000 linhas de ônibus
(aproximadamente) | - 92 pontos de táxi | - 23 ruas de circulação
exclusiva de pedestres | - Perfil do turista: entre 30 e 39 anos,
vem do Interior do Estado de SP, RJ e MG (estrangeiros, da
Argentina), permanece 7 dias e gasta R$ 227,94/dia na região. ||
www.cidadedesaopaulo.com
Fonte:
AI-SPTuris