Cada vez mais, coloca-se para os investidores em responsabilidade
social corporativa a necessidade do planejamento de suas ações:
Que frentes escolher? Que projetos apoiar? O que esperar como
resultados? Como as ações de responsabilidade selecionadas agregam
valor à marca da empresa?
Após a fase inicial - caracterizada como filantropia - e a
seguinte, onde se cunhou o termo de responsabilidade social,
marcada pela tomada de consciência das empresas sobre seu papel
como agente transformador na sociedade em geral, assistimos à
consolidação da responsabilidade social empresarial onde cada um
dos termos faz sentido: é social porque atinge a sociedade como um
todo e é empresarial porque deve ser impulsionada pelas áreas de
competência das empresas. Desta forma as empresas atuarão como
agentes efetivos de transformação social.
Investimentos em responsabilidade social empresarial fazem parte
atualmente das práticas modernas de gestão corporativa. Grandes
volumes de recursos materiais e humanos estão envolvidos nessa
prática, em todo o país.
Entretanto, levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada – IPEA[1]
aponta que o volume de recursos destinado a essa prática pelas
empresas brasileiras ainda é baixo. Além disso, aponta o
levantamento, o trabalho é feito de maneira informal. Este cenário
provoca fragmentação das ações, desperdício de
recursos e perda de eficiência.
Características marcantes do atual quadro avaliado são a
fragmentação e a falta de monitoramento.
“Na falta de maior familiaridade com o tema e de tempo, em
geral, não são feitos diagnósticos mais aprofundados sobre os
problemas sociais locais, as ações realizadas não são planejadas,
não se dispõe de estrutura administrativa própria para sua
consecução e não se procuram parceiros, governamentais ou
não-governamentais, para potencializar o impacto das ações”,
avaliam os técnicos do IPEA.
Uma análise atenta das publicações das empresas e de órgãos e
organizações do setor revela que, de modo geral, as avaliações de
projetos de responsabilidade social restringem-se a identificar a
destinação e a forma de utilização do dinheiro investido, bem como
o contingente de pessoas atendidas. Mas, raramente se tem notícias
sobre análises a respeito de estudos realizados sobre a
viabilidade social do projeto no qual a empresa investiu ou está
investindo, sobre como os objetivos do projeto são
operacionalizados na prática e, sobretudo, sobre
o que acontece efetivamente com os beneficiários do
projeto.
De outro lado, os gestores das empresas – e a sociedade em geral –
vêm crescentemente questionando os resultados dos investimentos em
responsabilidade social. Essa situação tem acarretado ajustes nos
focos de atuação social das empresas, nas suas exigências
relativas a resultados concretos e, como não poderia deixar de
acontecer, em seus processos de planejamento de investimentos
nessa área.
Não à toa, cresce o número de projetos de responsabilidade social
que buscam aliar o respeito ao desenvolvimento dos seres humanos
aos negócios da empresa investidora. Começam, assim, a surgir
ações direcionadas
para focos estratégicos que
façam parte da cadeia produtiva das empresas (como a reciclagem,
por exemplo) e/ou envolvam comunidades de consumidores (através de
ações de educação alimentar, por exemplo) e/ou grupos de
trabalhadores potenciais afetados pelas atividades empresariais
(caso dos cursos profissionalizantes em mineração).
Atenta às novas perspectivas que se consolidam para os projetos de
responsabilidade social corporativa, a CDN Estudos & Pesquisa
desenvolveu um produto – o R.I.S.® (Relatório de
Impacto Social), consubstanciado em um programa de pesquisa
que permite ao investidor em projetos de responsabilidade social:
• avaliar os benefícios e resultados obtidos junto aos
públicos-alvo como resultados do investimento;
• avaliar o retorno de imagem do projeto para a empresa gestora e
parceiros realizadores junto aos beneficiários diretos e públicos
estratégicos para a empresa.
O R.I.S.®
busca identificar as mudanças que a implementação
de projetos de responsabilidade social acarreta na situação
concreta de vida dos beneficiários e como isso se reflete nas
relações de trabalho e/ou societais (no bairro ou comunidade onde
se inserem), por zonas de impacto diferenciado ao longo dos eixos
temporal e espacial.
O
R.I.S.®
também constitui instrumento eficaz para subsidiar
empresas ou grupo de empresas no planejamento de suas ações de
responsabilidade social corporativa, através da realização de
diagnósticos da situação social no qual se inserem, permitindo aos
gestores empresariais uma maior segurança na seleção e adoção de
projetos que façam sentido e diferença na realidade.
A responsabilidade social empresarial, entendida em estreita
relação com as atividades produtivas da empresa e tendo por
principal meta o desenvolvimento de indivíduos por ela afetados –
seja através da cadeia produtiva, seja pelo compartilhamento do
mesmo espaço de vida, alcança, assim, um novo patamar.
É nessa perspectiva que a gestão responsável na área da
responsabilidade social, caracterizada pelo planejamento e
sistemas de aferição de resultados transparentes e abrangentes
contribui, de maneira significativa, para a reputação e
sustentatibilidade da empresa, à medida em que representa um
diferencial positivo para a marca e fato significativo na
estratégia de comunicação com os diferentes públicos.
*
Cristina Panella,
cientista social pela PUC-SP, presidente da CDN
Estudos & Pesquisa, uma empresa do Grupo Cia. De Notícias - CDN,
co-autora da metodologia que criou o
Relatório de
Impacto Social – R.I.S.
È mestre pela Sorbonne (Université René Descartes - Paris V) em
Antropologia Social e Cultural, mestre e doutora pela E.H.E.S.S.
- École des Hautes Études en Sciences Sociales em Formação à
Pesquisa em Ciências Sociais e Sociologia com ênfase em
Comunicação.
É professora universitária de
instituições renomadas - graduação e pós - graduação - nacionais e
internacionais e profissional experiente no mercado de
Planejamento e Pesquisa, particularmente na área da Comunicação de
empresas e instituições, privadas e públicas, para quem desenvolve
e implementa projetos diferenciados, em todo o Brasil (São Paulo,
Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Espírito Santo entre
outros) e no exterior. Participa ativamente de entidades
representativas do setor como ABRACOM, ABERJE e ABEP.
*
Márcia Mafra,
socióloga e mestre em história pela USP,
é
diretora
associada da CDN Estudos & Pesquisa,
e exerce, há mais de 20 anos, funções de planejamento, coordenação
e gerenciamento na área sócio-econômica, principalmente em
projetos de planejamento regional e urbano e controle ambiental.
Também desenvolve estudos sobre dinâmica demográfica e organização
sócio-cultural das populações, nos quais um dos objetivos é buscar
e avaliar as aspirações dos grupos pesquisados em relação aos
empreendimentos.
Dentre suas principais atividades e projetos já desenvolvidos,
encontram-se:
-
Estudos relativos ao meio
antrópico da Hidrelétrica de Peixe e da área de influência
indireta da Hidrelétrica de Tupiratins;
-
Estudos sócio-econômicos para
o Plano Diretor de Resíduos Sólidos da região metropolitana de
São Paulo;
-
Coordenação do Plano Básico
Ambiental de Recolocação / Reassentamento das Populações Urbanas
afetadas pelo Reservatório da Hidrelétrica de Lajeado;
-
Estudo “Diagnóstico
Sócio-econômico-ecológico do Estado de Mato Grosso, da
secretaria estadual de Planejamento;
Foi, também, Diretora técnica do Departamento de Unidades
Esportivas Autônomas e Coordenadora das Atividades Integradas com
a Secretaria de Cultura na Região Centro de São Paulo e
Coordenadora setorial da Secretaria de Planejamento do município
de São Paulo, onde coordenou pesquisas domiciliares, visando a
caracterização sócio-econômica da população e suas aspirações.
* Ambas são palestristas
profissionais.
www.cdnpe.com.br
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