Os
serviços estão por toda parte – uma viagem de férias, uma ida
ao restaurante, o transporte de uma encomenda, falar ao
celular ou uma tarde na academia de ginástica. Os países
chamados de industrializados descobrem cada vez mais que seus
produtos internos brutos estão sendo gerados principalmente
pelo setor de serviços. Para 2006, o PIB nominal do Brasil foi
estimado em R$ 2 trilhões, dos quais quase 60% ou algo em
torno de R$ 1,1 trilhão foi movimentado por empresas
fornecedoras de serviços. As tradicionais atividades
econômicas de produção de bens, como automóveis e
eletroeletrônicos, por exemplo, focam cada vez mais suas
estratégias de marketing em serviços inovadores que vão muito
além das tentativas de fixação da marca ou garantia de melhor
assistência técnica. As empresas que optam em priorizar as
estratégias de redução de custos, muitas vezes, põem a perder
a conexão com o cliente. Essa conexão refere-se especialmente
à vontade real de ouvi-los, procurar entender seus sentimentos
e agir em seu benefício. A atenção e zelo com a real
necessidade do cliente é o que tira o serviço da sua
característica intangível, ou seja, difícil de julgar antes de
ser experimentado. Os clientes desprezam comportamentos
mecânicos e repetitivos, ou seja, comportamentos “sem alma”.
Um desafio é adaptar os meios de entrega do serviço à
personalidade e características de cada cliente, de acordo com
as contingências, objetivando sempre fazer o cliente sentir-se
muito importante. À medida que as empresas crescem, tornam-se
mais dirigidas pelas regras e pela burocracia, no entanto, em
serviços, poder agir como uma empresa de pequeno porte pode
significar ser uma grande empresa. A combinação das forças da
tecnologia da informação e do atendimento pessoal proporcionam
essa virtude.
Torne
fácil para os clientes realizarem negócio com você. Após
intenso treinamento, evidentemente, proporcione ao pessoal da
linha de frente liberdade para criar na busca pela satisfação
das necessidades e expectativas dos clientes.
Numa
recente palestra feita a uma platéia de médicos, adaptei os
ensinamentos do marketing à biologia e saí com a seguinte
frase: “Depois dos apetites biológicos de saciar a fome e a
sede, o apetite não biológico mais intenso no ser humano é a
necessidade de sentir-se importante”. Nesse sentido, procure
agir com seu público alvo de forma propositalmente pessoal,
estabelecendo uma relação emocional. E é claro, saiba como
“bancar” esse propósito para sua empresa crescer forte.