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Novos conceitos e práticas de marketing
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O
crescimento do marketing tem se refletido nas mais diversas
formas na relação entre as empresas e os consumidores, mas
também na crescente especialização dos profissionais e das
áreas desta disciplina. Dentre as estratégias e os campos
podemos contar quase 20 derivações, como Marketing Cultural,
Marketing Esportivo, Marketing Ambiental, Marketing de
Relacionamento, Marketing Viral, Endomarketing – que inclusive
foi registrado –, entre outros. Duas destas áreas têm se
destacado pela inovação e obtêm cada vez mais espaço no
mercado. A partir de características peculiares numa
determinada área, surgem outras categorias com a intenção de
se diferenciar e se aprofundar no assunto. Edu Oliva, membro
da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do
Brasil - e consultor de Marketing, observa esta tendência como
conseqüência da necessidade das pessoas destacarem as
particularidades de uma área e segmentar as
responsabilidades. “O importante é que as pessoas tenham
bom-senso e saibam o que é o marketing para utilizar suas
ferramentas”, ressalta ao citar o Marketing Industrial,
Comercial, de Serviços, Eventos, Pessoal entre outras
vertentes e explicar que estes, por sua vez, podem se
subdividir em outras categorias. No Brasil desde 2000, a
Biomist é pioneira em marketing olfativo. Este conceito
cunhado no exterior têm tido sucesso também no mercado
brasileiro. Júlio Yoon, Diretor da empresa, conta ao Mundo do
Marketing que a idéia de criar campanhas olfativas surgiu
partindo de pesquisas onde se notava que as fragrâncias
interferiam no comportamento do consumidor. “Com base nestes
resultados foi natural a procura por estratégias que fizessem
com que as empresas explorassem o olfato como uma ferramenta
de marketing”, informa. Ele explica que a utilização de aromas
pode atuar como fator de crescimento das vendas. “Com o
marketing olfativo pode-se criar uma verdadeira campanha,
envolvendo não apenas a aromatização de ambientes, como também
de materiais impressos, assim como cartões de visitas, folders,
catálogos, camisetas”, explica. “Isto permite estar junto aos
consumidores em vários momentos. Fica por conta de o marketing
olfativo criar um ambiente requintado, aconchegante e até
temático, sinalizando aos consumidores que existe uma
diferença positiva na marca”, garante.
Conferindo
valor às pessoas
Outra derivação polêmica é o marketing pessoal, que para
muitos profissionais significa apenas utilizar estratégias
para vender uma pessoa como produto, seja ela um candidato a
emprego ou à Presidência da República. Mário Persona,
consultor e professor de comunicação e marketing, explica que
esta área se preocupa em ajudar as pessoas a obterem maior
sucesso em sua vida pessoal, nos relacionamentos e no
trabalho. “É uma forma de você agregar valor a si mesmo por
meio de uma observação sistemática do ambiente onde você atua,
das expectativas que as pessoas têm de você e da melhor
maneira de atender a essas expectativas com um comportamento
adequado”, elucida em entrevista ao site. Persona enfatiza que
todos que têm contato na formação da imagem de um indivíduo
são responsáveis, de algum modo, pela construção do marketing
pessoal, desde o dentista que pode oferecer dentes mais
brancos e alinhados para “sair bem na foto” até uma professora
que fornece conhecimento útil na profissão desempenhada. Ele
afirma que as pessoas devem perceber que os clientes no
marketing pessoal são todas as pessoas com as quais
interagimos. “Não dá mais para separar amigos, colegas,
família, etc. Todos eles podem acabar se falando em algum
momento e trocar experiências ou impressões a meu respeito. Já
que todas as pessoas são meus clientes”, diz. “Comportamento e
atitude valem ouro”, completa. Trabalhar com pessoas pode ser
mais complexo do que com produtos. “É mais difícil desenvolver
uma estratégia de marketing pessoal do que fazer o mesmo com
uma empresa, marca ou produto. Uma estratégia errada de
marketing de produto pode ocasionar prejuízo, mas sempre
existe a possibilidade de a empresa lançar um modelo
aprimorado ou criar uma nova marca, uma nova linha, fazer um
recall caso não atenda as expectativas ou tenha sido
distribuído com defeito”, explica. “Com pessoas não é
possível. Uma vez que você tenha queimado o filme no ambiente
onde atua, fica difícil relançar o produto, já que o produto é
você”, conclui.
Mariana
Oliveira
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