O mundo empresarial precisa fazer uma reflexão sobre estresse
em viagens corporativas, seus impactos sobre a qualidade de
vida dos profissionais e sua correlação com a produtividade. O
executivo viaja a negócios com uma agenda apertada. O tempo é
curto, são muitos compromissos a atender. No fim do dia, ele
vai para outro ambiente que, muitas vezes, se assemelha aos
escritórios corporativos visitados: o hotel. Nesse momento,
seria oportuno o executivo vivenciar momentos de bem-estar.
No balcão de check-in o hóspede pode ser acolhido e recebido
por um anfitrião. Ele deve receber algo mais do que um
check-in eficiente, a chave e alguém carregando a sua mala.
Ele pode encontrar uma atmosfera amigável e uma arquitetura
harmoniosa, estrategicamente concebida para seu bem-estar.
Varandas nos quartos, iluminação natural nas áreas sociais -
sugerindo mais vida -, somadas a serviços com significado e
valor, consolidam e garantem a fidelidade desse hóspede. A
nova proposta de hospitalidade acena com lounges no lobby,
onde o visitante relaxa, descontrai, lê um livro. Espaços de
entretenimento informais, integrados aos ambientes externos,
abertos ao lazer, onde ele possa ouvir música, assistir a um
vídeo ou a uma partida de futebol são alternativas aos
herméticos e austeros bares do hotel do passado. Esse novo
paradigma de serviços chega também ao âmbito das convenções.
Não é preciso sair dos grandes centros e buscar apenas em
resorts a realização de eventos com significado e encanto. A
hotelaria do bem-estar formata convenções que fogem da mesmice
e dão lugar a propostas temáticas, criativas e customizadas
para seus clientes. Nessa nova hotelaria, cardápios saborosos
e bufês temáticos balanceados permitem maior liberdade de
escolha. Mais que refeições, esses momentos proporcionam uma
viagem pelos sentidos. A prática do bem-estar invade,
portanto, todas as áreas e serviços do hotel, adotando
procedimentos antes considerados atribuição dos resorts. É
hotelaria focada em serviços, atributos e atitudes que
encantam aquele hóspede exausto, cansado da rotina, da pressão
e da repetição de serviços mecânicos.
A hotelaria do bem-estar é toda prática que revigora o
viajante estressado e aviltado pela carga de trabalho e a
pressão do mundo corporativo. A atmosfera hoteleira deve ser a
oportunidade para a vivência de momentos e experiências
restauradoras. Deve proporcionar uma pausa, uma trégua ao
ambiente corporativo. Não é difícil operar hotéis dessa forma
no Brasil. Nós somos assim, abertos, calorosos e receptivos.
Quando se agregam atributos de encantamento à hospedagem, é
promovida a hotelaria do bem-estar.
Por:
Lucio Suriani- Presidente da Rede Estanplaza de Hotéis