DESIGN DE APARÊNCIA - PERSONAL IMAGE - BEHAVIOR COACH - ETIQUETA

 Marcelino de Carvalho. O mais lembrado ou com mais recall quando o assunto é elegância e polidez?

Alguns temas, até então de fácil compreensão e assimilação, vem ao longo dos últimos anos tomando proporções antagônicas e passam pelo crivo do “politicamente correto ou não correto”. Entre eles, a questão da imagem das pessoas, do vestir, agir, hábitos e culturas. Agora, em plena revolução da globalização e do global a coisa pega fogo e áreas como o cerimonial, protocolo e etiqueta aos poucos vão ganhando o espaço necessário novamente porque tudo isso não é novidade e nem há qualquer ação inédita em verificar-se a quantidade de cursos, workshops (oficinas), livros, manuais, colunas de revistas e jornais sobre o tema. O que de fato é novo são os meios utilizados para se falar do assunto como os websites, CD´s, entrevistas, talkshows (programas de conversas ou entrevistas, o velho “ping-pong”- eu pergunto você responde) das emissoras de TV´s, rádios e as denominações que surgem para driblar o que, para muitos, é “coisa de gente velha” aí, aparecem os “personal”  (professor pessoal ou particular) disso e daquilo e de tudo e, mais recentemente os “coachs” (treinadores). A utilização da língua inglesa hoje está na moda, na minha época era o francês, o que quer dizer que daqui a pouco será o chinês, o espanhol não pegou - para modismos de linguagem e comunicação, um certo “duela quiem duela” afugentou qualquer possibilidade-, pois tudo depende do momento sócio- econômico cultural que se vive e percebe do ponto de vista espacial e de projeção.  

Introduzido o tema, vamos ao que realmente interessa. Educação comportamental e precisa para momentos do cotidiano ou especiais, e nestes últimos insere-se o profissional que aponta para o empresarial. Aquele do qual dependemos em maior ou menor escala e peso para, de indivíduos passarmos a cidadãos. Estamos tratando de comunicação e linguagem. Falada e do corpo. Postura e atitude, formal e informal, concreta e abstrata.  

Todo mundo já ouviu falar a seguinte frase: “O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?”. Pois é, assim é o comportamento social das pessoas. Para cada caso é um caso mesmo. E, por isso, ao longo dos tempos foram se formando os códigos como, por exemplo, saldar o dia, a noite, demonstrar amizade, aprovação, reprovação e assim por diante. É para isso que existe: bom dia, olá como vai, sorriso e cara feia. Tudo é código, vejamos a língua portuguesa: 1)b+e=be, 2)l+a=la, 1=2=bela, somado-se ao som das sílabas produzido pela voz humana. Simples? Então é por isso, também, que roupa de ir a praia não é roupa para trabalhar: limpar o chão, atuar no tribunal, ministrar e assistir aulas, ser padrinho e madrinha de casamento muito menos convidado do noivo e da noiva e por aí vai. Faça a troca de ocasiões e qualquer um chegará ao mesmo resultado ou seja, x é x, z é z jamais será i, j, k ou w! Está certa a equação?  

Falamos de imagem, daquilo que se vê e que provoca uma reação no outro, o interlocutor. Códigos são necessários, previsíveis, portanto, não tem erro. Erros acontecem quando eles não são levados a sério e observados. São inúmeros os casos de pessoas que com um simples corte de cabelo, roupa passada e uma frase pronunciada com todos os “s” mudaram radicalmente suas expectativas e condições de vida pessoal e profissional. Por isso, usem e abusem do que há disponível, informem-se, leiam, perguntem e, principalmente, eduquem-se. Não somos todos de uma só tribo, muito menos defendemos o amarelo ou o azul, mas, o intercâmbio cultural de modos, usos e costumes de forma a melhorar as relações humanas e de interlocução com a aldeia global que se torna dia-a-dia o planeta. O equilíbrio é a forma mais inteligente de ação que podemos esperar do outro e retribuição possível num mundo tão contrastante como o que presenciamos, mas que vivemos. Elegância, polidez e água benta, fazem bem a qualquer tempo.  

A dica?

  • Desenhe a sua aparência com equilíbrio

  • Cuide da sua imagem pessoal com carinho e emoção

  • Treine o seu comportamento de acordo com o ambiente

  • Etiqueta não é velharia, é educação renovada

  • Tire a poeira daquele livro de boas maneiras do Marcelino de Carvalho das estantes e/ou bibliotecas pessoais ou públicas

Ah! E mais.... faça um curso de inglês e programe um de chinês...básico!

Cristina Rocha

Advogada, Relações Públicas e Jornalista