Acabou o carnaval - Começou o Brasil


Quando chega um novo ano a maioria das pessoas procura o caminho mais fácil: renovar velhas promessas e intenções que nunca conseguem cumprir porque não têm um plano de ação que as leve aos resultados desejados. De certa forma a história continua a mesma, apenas mudam-se os personagens.

O momento atual na nossa economia nos leva a buscar enxergar além do horizonte e ver um universo mais otimista. Apesar disso, entendo que o mundo é dividido em dois tipos de pessoas: os motivados que fazem... E os desmotivados que reclamam. Na verdade o ano começa agora, no Brasil as coisas não funcionam entre Natal e Carnaval, à exceção do pessoal ligado a área de turismo.

O ano de 2007 tem tudo para ser melhor, diferente e iniciar a construção de um Brasil mais competitivo a começar pela lei geral da microempresa que se não foi melhor pelo menos acontece e entrando em vigor poderá dar uma possibilidade real de mais empregos no país. Mas o Brasil ainda deve muito para corrigir as injustiças da área tributária, fiscal e dos encargos sociais que tem engessado as decisões dos empresários e estes, com razão, por sofrerem as conseqüências, diminuem sua atuação não como vilões da história, mas como administradores que sabem onde o cinto aperta e o que devem fazer. Na realidade os empresários são os heróis que produzem trabalho e este por conseqüência é o caminho para a justiça social. Igualmente, assistimos à passividade do poder público e tenho certeza que o nosso presidente sabe de tudo isso e tendo vontade política tem agora a oportunidade de colocar em pauta as reformas tão necessárias para colocar o nossa país em lugar de destaque. Porém, não adianta ficar na irresponsabilidade da lamentação, precisamos construir resultados a partir do nosso negócio. Os otimistas enxergam oportunidades nas dificuldades e os pessimistas enxergam dificuldades nas oportunidades.

Nossa liderança empresarial precisa ter os horizontes bem abertos, enxergar valores, reter talentos, ter disposição renovada para aprender, capacidade de se adaptar, equilíbrio e coerência entre discurso e prática.

Por que 96% do dinheiro do planeta vão parar nas mãos de apenas 1% da população mundial? Você acha que isso é um acidente? Não, isso não é um acidente. Trata-se aqui da junção de dois fatores: A forma de se pensar e o planejamento.

O Brasil precisa mudar sua cultura, sua forma de pensar e saber planejar para se colocar em prática o pensamento desenvolvido. Em efeito cadeia, todo o setor produtivo, privado ou público precisar agir assim. Neste ano temos tudo para construir a grande diferença, seja no nosso negócio, ou seja, na economia como um todo. Qualquer leigo sabe hoje que o nosso país deveria estar crescendo pelo menos 5% ao ano. Onde estará então este combustível? Como será o planejamento? Será que estamos tão atrasados e não temos tecnologias? Será que ficamos obsoletos? Nada disso... O nosso país está muito próximo das maiores economias do mundo. O que precisa então? A atitude das pessoas é a resposta. Essa atitude tem que vir em forma de pirâmide, isto é, também do topo para a base, do presidente da república, dos grandes líderes e empresários até as pessoas mais comuns... Todos com uma valorização maior do trabalho e da vontade pública, governamental ou não. Quando o trabalho é um prazer à vida é uma alegria... Quando o trabalho é um dever a vida é uma escravidão.

Nossas universidades treinam e formam sob a ótica do conhecimento científico e claro, isso é ótimo... Mas não treinam a luz de atitudes, motivação, comportamento. E, como conseqüência, formam pessoas preparadas tecnicamente e despreparadas emocionalmente.

O Brasil é um país riquíssimo que possui a água do planeta, tem 10% do solo agricultável da Terra, as melhores tecnologias, empresários empreendedores e um povo trabalhador... Como não dar certo?

Penso que se o nosso governo e leia-se aí, todos os nossos representantes, enxergarem esse país como deve ser visto sob o clarão da decência, da educação, do não à corrupção, de leis mais justas, de não privilegiar a quem não trabalha... Estaremos mais próximos do primeiro mundo do que muita gente sequer imagina.

Mas pensa comigo, cada um tem que fazer no máximo a sua parte. Você pode não consertar as ruas de sua cidade... Mas você pode varrer a frente de sua casa. Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Gilclér Regina - Presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda . Escritor e palestrante com reconhecimento nacional