Eventos, um
fenômeno ecológico
Nenhum
fenômeno surge isoladamente. Ele sempre é resultante de vários
fatores e circunstâncias presentes num determinado ambiente ou
universo. Eles precisam ser considerados em conjunto para terem
consistência quando tratados isoladamente, como unidade de
negócios. Seria como falar da vida animal sem se referir ao
eco-sistema do qual ele depende.
Assim
também, são os eventos. Eles surgem dentro de um eco-sistema
próprio em que se movimentam milhões de pessoas precisando de
serviços, objetos, produtos que giram entorno dos eventos.
Precisam movimentar indústrias e serviços às quais pertencem.
Movimentam a economia como compradores, vendedores, como
assistentes ou atuantes.
Os eventos
acontecem num destino (cidade), que para efeito de raciocínio, é o
eco-sistema que abriga eventos e os diversos públicos alvos.
Portanto é irracional desvincular os participantes de um evento do
resto da comunidade que os recebe.
Parece mesa
de mixagem
O evento
parece uma mesa de mixagem em estúdio de gravação.
Visitantes e
expositores, produtos e serviços, entram num pavilhão e passam
pela mixagem de públicos compradores e vendedores. Saem, do outro
lado, novos negócios, novos mercados conquistados.
No meio, na
mesa de mixagem, um mundo de serviços prestados e produtos
utilizados para organizar, montar e administrar, a feira, o
congresso, o seminário, a rodada de negócios.
Toda a
arquitetura operacional e promocional de um evento mexe com vários
públicos, alvos de muitas indústrias, de muitos prestadores de
serviços.
Isso é um
Evento. Imagine 10.000 eventos. Estaríamos falando em milhões de
pessoas envolvidas com o eco-sistema desses eventos.
O objetivo
aqui é lembrar que todo esse universo oferece oportunidades
comerciais, promocionais, institucionais relacionados com quase
todos os setores sócio-econômicos que estruturam a vida das
comunidades. Em outras palavras, os eventos movimentam setores
econômicos, que isoladamente são tratados por inúmeras
instituições, associações, empreendimentos, procurando cada qual,
conquistar seu caminho em mercados específicos, compatíveis com a
natureza de um negócio ou indústria.
“Significa
que os canais, da mesa de mixagem, devem ser explorados por
aqueles que querem conversar com o púbico específico de seu setor
de produção ou de serviços.”.
Este texto
foi produzido nos anos 90 por Sylvia Mangabeira, falecida em 2006,
que representou e representará para o setor dos “Eventos”, um
ícone entre os pioneiros brasileiros. A ela, as nossas homenagens,
carinho e muita saudade profissional e pessoal.
Cristina
Rocha, advogada, jornalista e relações públicas